3 Sinais Que Você Está na Banda Certa (Ou Não)

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Você está louco para se juntar à uma banda para tocar, não é? Shows, fãs…quem sabe até o sucesso, a fama, o dinheiro, a segurança de uma vida farta graças à sua música. Que sonho, não? Se a resposta for sim, e se o tipo de trabalho que deseja fazer for autoral, então precisamos conversar. Nós podemos lhe ajudar muito. Mas antes, é preciso que você saiba de algumas coisas importantes e esclarecedoras sobre a rotina na música. Antes e depois do sucesso. Fique atento para esses 3 sinais.

Mal acompanhado não!

Agora, quero levar um papo reto com você sobre alguns fatos que a imensa maioria dos músicos, ou pretensos músicos, parece ignorar.

A primeira delas, é claro, é que ser parte de uma banda pode não ser tão simples quanto alguns podem imaginar. Montar uma equipe para tocar pode parecer fácil a princípio.

Parece que é só achar quem toque os instrumentos de forma ao menos razoável e pronto, não é? Mas não é apenas isso.

Se o músico se deixar levar pela ansiedade por começar logo a trabalhar e juntar-se ao primeiro grupo que aparecer, há grandes chances de a coisa não funcionar e alguém se decepcionar.

E isso costuma levar à saída de ao menos um componente do grupo. O que é decepcionante e, não raro, acaba levando o trabalho à estaca zero.

Por isso, é aconselhável que você trabalhe com músicos que tenham alguma sintonia com a proposta sonora que pretende imprimir ao trabalho. Em especial se você for compositor. Se não for, procure trabalhar com compositores com os quais haja essa sintonia.

Pode levar tempo para conseguir, mas vale à pena. Ajudará se procurar em grupos no Facebook ou sites tipo o “Forme Sua Banda”. Ou em escolas de música!

Fale com os professores e eles provavelmente indicarão algumas pessoas para isso. Aí é fazer um ensaio-teste. Se houver “química” no sentido musical e a vibe for boa, você está a um passo de montar a sua banda. Mas…

Isso ainda não é o suficiente para que se possa considerar a equipe como definitivamente formada.

É fundamental que você e todos na banda tenham a consciência da necessidade de seriedade e comprometimento com o trabalho.

Repita 3x: Banda-Empresa

Nunca é demais repetir: vocês devem enxergar a banda como sendo uma empresa. E a música, como o produto dessa empresa.

Devem pensar e tratar tudo o que envolve o trabalho musical de forma absolutamente profissional. Nada a menos que isso. Estamos falando aqui de um mercado. E o mercado, seja qual for a atividade, exige isso. Cada vez mais!

Só têm êxito os mais profissionais. Com música não é diferente. Uma empresa precisa captar e fidelizar clientes tanto quanto uma banda precisa captar e fidelizar fãs.

Lembre-se disso sempre que aquela banda famosa vier tocar no Brasil, mas longe de sua cidade, e você gasta uma grana alta por ingressos para assisti-los de perto, além de passagens e alimentação e, às vezes, até hotel.

Aquela banda é uma empresa. E você consome o produto dela: a música. Aqueles caras são profissionais, trabalharam e trabalham duro para chegar ao alto do Olimpo e permanecer por lá. Muitos deles por décadas.

Aproveite para observá-los não apenas como fã, mas com olhos didáticos para aprender tudo o que puder.

Trabalhe Muito

Talento é apenas um dos ingredientes. E Mesmo para desenvolver talento, é necessário muito trabalho. Ao considerar pessoas como “gênios”, costumamos imaginar que eles já nasceram com o talento que os tornou famosos. O que é um grande engano.

Oscar, o jogador de basquete conhecido pela alcunha de “mão santa”, disse certa vez:

– “Mão santa, é? Que ‘mão santa’ o quê! Você não sabe o quanto eu trabalhei para chegar a essa precisão. Era muito difícil eu ir para o chuveiro como o resto da equipe ao final dos treinos. Quase sempre eu ficava sozinho na quadra treinando arremessos após os treinos. Fazia várias dezenas deles antes de me dar por satisfeito. E eu não faltava, já fui treinar até com uma mão fraturada…

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Fonte: iG

Ele não foi o único a ralar para superar a concorrência. Ayrton Senna passou boa parte de sua infância e adolescência, principalmente muitas manhãs e tardes chuvosas, treinando no kart. Tornou-se “o rei da chuva”.

Marcelinho Carioca, o “pé-de-anjo“, era famoso por sua precisão em cobranças de falta, quase sempre mortais para os goleiros.

Desenvolveu essa capacidade com muitas e muitas horas chutando à gol. De diversas distâncias e ângulos com e sem barreiras e em vários pontos do gol após os treinos com a equipe.

Pelé era extremamente disciplinado, dedicado e aplicado tanto nos cuidados com o condicionamento físico como para treinar e desenvolver suas habilidades de driblador, de cabeceador, sua visão de jogo e raciocínio rápido.

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Fonte: FIFA

Como eles, há dezenas de outros exemplos não apenas no campo esportivo, mas em inúmeras áreas.

Dos atletas aos cientistas, todos aqueles que chegaram a obter o reconhecimento e o respeito por serem acima da média em suas atividades o fizeram trabalhando duro.

Muito mais que a maioria. Mesmo sendo tendo muito talento, o que os fez geniais foi o trabalho incansável.

Porque na música seria diferente? É muito importante entender que o segredo do sucesso não é apenas o talento, mas o quanto você se dedica a desenvolvê-lo para tornar-se o melhor, seja em que atividade for.

E com a música não é diferente. Um músico talentoso mas que apresenta um trabalho de forma amadora só consegue passar a impressão de que além de preguiçoso, é burro por desperdiçar o talento que tem.

Três histórias para você ler e pensar…

Você e seus colegas de banda precisam ter a exata noção de onde estão se metendo. Se pensam em conseguir um lugar no music business terão de ralar muito para isso. O que inclui passar vários apertos. E se tiverem a sorte de conseguir um lugar ao sol terão de ralar ainda mais para permanecer lá. Para explicar melhor onde quero chegar vou contar três histórias como exemplos.

Da Rua Escura para Fama

Era uma vez um grupo formado por dois músicos ingleses e um norte-americano. A banda começou a sua carreira apresentando-se em pequenas casas noturnas pela Inglaterra e em alguns alguns países próximos. Várias delas eram verdadeiras espeluncas.

Como não eram conhecidos, os cachês eram baixos. Foram à França para uma dessas apresentações. Após o show, cansados demais para a viagem de volta e sem dinheiro para pagar por camas quentes e limpas em um quarto barato de hotel simples que fosse, resolveram dormir no carro mesmo.

Achou dureza? Espere só até saber qual era o modelo do carro. Tratava-se de um velho Citroen 2CV. É uma espécie de Fusca do fabricante francês. Só que menor que o alemão da VW. Se você não sabe de que carro estou falando, aconselho a pesquisar no Google.

Pois foi num deles que Sting (baixo e voz), Andy Summes (guitarra) e Stewart Copeland (bateria) se espremeram junto com seus instrumentos e amplificadores após o tal show, rodaram até achar uma rua que julgaram adequada, pararam e tentaram dormir.

Sting conta que naquelas condições não conseguia fazer mais do que cochilar. Não só por causa do aperto, mas porque descobriu em alguns minutos que estavam em uma área boêmia em que haviam algumas prostitutas trabalhando.

De repente se deu conta de que o lugar não era seguro. Adeus cochilo. Ele começou a observar uma das garotas de programa que passou pelo carro em que estavam. Ela era especialmente atraente.

Começou a imaginar que aquela garota talvez pudesse ter uma vida diferente se algum de seus clientes a levasse a sério. Qual seria o ponto de vista desse homem?

E assim nasceu “Roxanne“, o primeiro sucesso da banda, The Police. Essa foi a música que os catapultou ao estrelato. O resto da história o mundo inteiro conhece.

Aeroportos Como Quartos de Hotel

A outra história é sobre uma banda brasileira de Minas Gerais. Há alguns anos foi lançado um livro de fotografias do grupo. Elas foram tiradas ao longo de uma das turnês de maior sucesso para a banda.

Eles estavam no auge, haviam emplacado uma sequência de sucessos nas paradas, o que lhes rendeu uma agenda lotadíssima de shows, inclusive fora do Brasil. E aí é uma viagem atrás da outra. Avião, van, hotel, van, palco, van, hotel, ônibus, palco, hotel, van avião…, é comum que músicos com esse nível de sucesso acabem sem ter certeza de qual cidade estão!

Uma foto magistralmente tirada por um dos membros da equipe de apoio da banda sintetiza bem o que é o outro lado do show business: Samuel Rosa e seus colegas de banda, estrelas de primeiríssima grandeza do pop/rock nacional, deitados lado a lado num chão de alguma sala de embarque de algum aeroporto do Brasil enquanto aguardavam por um voo.

O Skank estava ali dormindo no chão em meio ao vaivém de passageiros, tripulantes e malas.

3 sinais de banda certa
Fonte: UOL

Essas duas histórias mostram de forma muito clara o quão dura e cansativa pode ser a vida de músico. Seja antes ou depois de atingir o estrelato. Esse é o preço a pagar.

E aí, tem certeza de que quer encarar essa? Você está mesmo pronto para esse tipo de vida?

Fiz essas perguntas porque vivi algumas experiências que acabaram me causando enormes decepções com colegas de bandas. E eu jamais tive medo de passar por esse tipo de perrengue.

Nunca tive ilusões a respeito. Por saber onde quero chegar e saber que essas coisas são parte do negócio em que quero ter sucesso.

Minha (triste) História…

Aqui vai a terceira história. Num dos trios em que toquei, as músicas eram realmente muito boas, eu acreditava de verdade na força delas. Para ser franco, acredito até hoje.

Morando em Curitiba consegui o contato de uma produtora de shows em São Paulo. E, como bem sabemos, o eixo Rio-SP é o maior polo irradiador de cultura do Brasil.

Ficar conhecido lá coloca a sua cara no resto do país. Eles (da empresa de produção de eventos) queriam que fôssemos tocar em um evento deles na capital paulista.

Era uma aposta. Se gostassem de nós eles nos colocariam em apresentações em várias casas legais em Sampa. Para essa apresentação o cachê era baixo, não cobriria nem os custos da viagem. Mas com certeza o contato era promissor.

Teríamos a divulgação do evento feita por eles, com direito a fotos e registro de algumas imagens que nos seriam muito úteis. Sem falar dos possíveis contatos por lá.

Se fizéssemos tudo direito voltaríamos para casa sem dinheiro no bolso, muito cansaço mental e físico, mas com algumas boas sementes plantadas em terreno bastante fértil e nossas almas lavadas!

Com exemplos como os do Skank e do The Police na cabeça pensei: “Vamos a São Paulo de carro, tocamos e voltamos para Curitiba na mesma noite. Podemos nos revezar ao volante e, se o sono se tornar incontrolável basta parar em algum local seguro e dormir por uma ou duas horas e prosseguir na viagem de volta”.

Feliz como criança em véspera de Natal levei a notícia para a banda.

Minha alegria foi destruída como um novelo de lã sujeito aos caprichos de um gato brincalhão.

Não! Nada de Papai Noel nem presente mesmo tendo sido um bom garoto e trabalhado duro para ter, quem sabe, uma oportunidade daquelas nas mãos.

Um dos colegas de banda simplesmente se negou a fazer a viagem. Queria ir para um hotel após o show. Mas como o cachê não nos permitiria isso então não iria rolar.

“Dormir no carro?” Tão logo propus isso, senti que esse meu colega de banda estava por me mandar para um lugar bem desagradável onde costumamos mandar a quem nos apresenta ideias absurdas. Aquilo destruiu uma boa parte do meu tesão pelo trabalho.

Se tivéssemos ido talvez não desse em nada. Como eu disse, era só uma aposta e não tenho ilusões.

Só que não tenho medo de tentar. Assim como foi para o The Police, talvez fosse o início de uma virada em nossas vidas.

Você Precisa Apostar

Sting é hoje um dos artistas de maior sucesso e respeito em todo o mundo. O The Police saiu de um velho carro apertado numa rua escura de um bairro boêmio de uma cidade que eles não conheciam para ser uma das maiores bandas da história.

Tanto eles quanto o Skank, assim como muitos e muitos outros artistas consagrados, poderiam continuar no ostracismo até envelhecer.

Talvez jamais ouvíssemos falar desses caras. Mas eles toparam enfrentar o desconhecido e lidar com dificuldades e desconfortos. Ousaram tentar. E isso lhes deu a chance de estar no lugar certo, na hora certa. E de continuar lá.

E aí? Tem certeza de onde está se metendo?

 
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