3 Situações Que Valem a Pena Tocar sem Receber

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Eu acredito muito no fato de que o que fazemos como músicos é um ofício profissional com habilidades que necessitam de anos e anos de formação e aperfeiçoamento, como em qualquer negócio.

E esses anos de investimento pessoal no tempo, educação e finesse vêm com uma etiqueta de preço.

Nada me irrita mais do que quando eu vejo bons músicos se vendendo por pouco e desvalorizando a sua arte.

Os empresários e donos de casa de show certamente não aceitam pagamentos sob a forma de “exposição”, de modo que esse tipo de compensação é essencialmente inútil no meu ponto de vista.

Tem até um vídeo do Porta dos Fundos sobre isso, assiste ele depois de ler.

Dito isto, existem algumas vezes que vale a pena tocar em shows que não pagam.

Se há um valor significativo em alguma coisa para fazer o show, às vezes vale a pena fornecer a sua experiência musical de cortesia pelo “preço” certo – mesmo que inicialmente não monetária. Aqui estão três cenários onde tocar de graça vai te trazer retorno.

1. Quando é para a caridade

Não me interpretem mal, o negócio sem fins lucrativos é certamente um negócio. A maioria das organizações geralmente têm abundância de dinheiro para pagar por um entretenimento para um evento de angariação de fundos.

Em algumas situações, no entanto, pode ser útil tocar sem nenhum custo para a causa. Há razões óbvias, é claro: se você acredita na causa e sente que é nobre emprestar seus serviços gratuitamente, além de que também pode ser pessoalmente gratificante. Mas este artigo tem realmente a intenção de manter o negócio da sua música em mente.

É importante para o produtor aprender os gostos e desgostos do artista, seja comida, música ou política, bem como os seus hábitos de trabalho e idiossincrasias.

Sabendo estas coisas, pode ajudar o produtor a determinar o quão longe pode ir com um cantor, ou descobrir o que obtém o melhor desempenho do guitarrista, ou os sinais de quando o baterista está ficando cansado, ou os problemas com os estresses do dia e se afastar um pouco.

Aqui está o que muitos artistas normalmente não consideram: imposto. Se você é um músico profissional, não é nenhuma surpresa que você deve pagar impostos sobre todos os rendimentos que ganha durante o ano.

Uma maneira de diminuir o seu tributo fiscal no final do ano é através de doações de caridade elegíveis, que são consideradas deduções fiscais.

Por exemplo, se você for solicitado a fazer um show de caridade de forma gratuita, você deve entrar em contato com o organizador do evento e pedir uma carta oficial de doação.

Nessa carta, ele deve declarar que os seus serviços normalmente custam (cerca de R$300,00 para um show solo de duas horas de música ou R$1000,00 se você precisa pagar seus membros da banda para o show, mas gostaria de deduzir o custo total como o líder da banda, se você for formalmente registrado, etc.), e o fato de que você forneceu esses serviços como uma doação de caridade.

Esta é uma ótima maneira de fazer algo de bom para uma causa especial e também ajudar suas finanças durante o imposto.

2. Quando vai te trazer mais shows (qualidade)

Esta é uma pergunta difícil de medir, mas se você a fizer bem, pode ter um grande retorno no futuro.

Como eu disse, há muito poucas vezes que eu acredito em tocar de graça, mas se você estiver na companhia certa e ter uma boa chance de conseguir muitos mais shows pagos do público que está ouvindo, definitivamente vale a pena o tempo gasto.

Em uma conversa com a banda Fauno, por exemplo, eles disseram que um show realizado com uma banda mais conhecida numa cidade de outro estado foi o ponto da virada em suas carreiras.

Ganharam um fã clube e dezenas de super-fãs, que consomem até hoje seus produtos.

3. Quando vai adicionar ao seu currículo

E, finalmente, a única outra vez que eu acredito que realmente vale a pena tocar sem receber é quando acrescenta valor significativo para o seu currículo.

Uma vez em um festival importante, você tem a chance de dividir o palco com alguém de importância, talvez até mesmo um nome familiar, ou estar em um circuito grande apoiado por uma grande marca ou anunciante.

Estes são exemplos de quando você deve considerar um show não-pago, como a legitimidade que ele irá adicionar a sua biografia de artista supera de longe os contras.

Mesmo que arcar com os custos inicialmente possa ser difícil, você certamente encontrará muitas chances de tirar proveito desses acordos no futuro.

Cada agente ou coordenador de evento ama um nome chamativo para mostrar aos seus clientes e fazer bonito.

Mantenha isso em mente. Qualquer coisa que ajude a ”vender” você para o cliente que paga vale muito a pena, e pode fornecer anos de desenvolvimento do artista e um aumento do valor percebido para o seu ofício, idealmente, levando a ter uma vida completamente financiada por fazer algo que você ama!

Portanto, escolha seus shows sabiamente e considere o valor em tocar os shows de graça. Lembre-se que no final do dia (se este não é apenas um hobby) que sua música é o seu negócio, e é você que toma decisões financeiras estratégicas com o panorama geral em mente.

Esse tipo de pensamento e planejamento é a diferença entre os músicos que trabalham para ganhar a vida, que correm atrás do próprio rabo, e os músicos que fazem da sua paixão seu trabalho de vida.

 
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