9 Dicas de Como Evitar Desgastes Na Sua Banda

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Como está o relacionamento com membros da sua banda?

Hoje trago um assunto delicado. Porém, não de menos importância. Avaliando um contexto geral de como administrar uma banda, verifiquei essa deficiência e me vi com respostas, mas sem conseguir aplicá-las.

Usando minha banda como referência, vejo que demoramos pra perceber em quase 10 anos de luta, essa dificuldade que às vezes por orgulho, ou por apenas não saber como lidar, fomos empurrando com a barriga.

Quando optamos em criar uma banda às coisas parecem simples. Juntar amigos que curtem um som parecido com o seu, fazer uns ensaios até as músicas soarem bem e ganhar o mundo. Fato é que isso mais do que nunca está escancarado na internet que não funciona bem desta forma.

Logo, busquei respostas em conteúdos relacionados para ter um rumo e levar todas as estratégias e cases para os demais integrantes. É aí que começam as divergências. Você tem dados, estudos e indicadores de mercado que mostram como funciona, mas não tem como provar que dará certo na sua banda.

Aí bah! você tem tudo, e agora tem um desafio ainda maior.

Criamos novas expectativas e opiniões. E levamos com toda a empolgação do mundo aos demais e imaginamos que após essa reunião, a banda agora sim vai decolar. É óbvio que não é tão fácil assim.

Chegou a hora de entender melhor o que significa o convívio em um ambiente que agrega várias pessoas, em prol de um mesmo objetivo, mas de formas distintas.

Complicado. Seguindo a retrospectiva de minha banda, lá se foram alguns anos perdidos, pois membros que ajudaram a criar o projeto já não fazem mais parte dele, uns saíram por vontade própria, outros por desacordos.

Não quero justificar aqui que o único ponto dessas constantes alterações esteja somente relacionado ao convívio entre membros. Mas na grande maioria dos casos isso tem parte. E o acúmulo desses conflitos causa desgastes.

E que ponto isso tem a ver com as ferramentas de marketing, o business, a administração da sua banda-empresa?

Simples. Mesmo você tendo todas as ferramentas para desenvolver um trabalho, isso será impossível depois de um tempo. Primeiramente, se você tentar resolver tudo sozinho vai chegar à exaustão, e trabalhar em conjunto requer algumas retrações de ambos os lados.

Hoje tenho uma banda com seis pessoas de temperamento forte. E opiniões defendidas a unhas e dentes. Resultado: seis formas diferentes de ver e indicar caminhos a banda, e qual delas esta correta?

Não temos como saber. Pode haver inúmeras configurações. Todas, apenas uma, duas, nenhuma. Fato é que até agora temos recebido milhões de informações de como ter uma carreira promissora.

Mas e o fator humano?

Percebi que não agora, mas desde a criação desse projeto talvez tenha pulado isso. Você pode questionar: isso já não está incluso no pacote quando propomos fazer uma banda?

Sim, com certeza. Mas, em quantos momentos sua banda realmente para pra conversar, olho no olho, e definir o ambiente de relacionamento entre os integrantes?

Entendo como algo que deixamos acontecer naturalmente. E, automaticamente temos nos preocupado com a execução, com a aparência, com a capa do cd. O riff bacana, aquela virada de bateria. Pensando em já partir para a prática de mostrar o trabalho na internet, aos amigos, tocar na balada e ganhar dinheiro.

Um pensamento muito pessoal, talvez seja o mesmo de outros membros. Mas, aqui se configura que em nenhum momento, isso tem parâmetro com as outras pautas.

Por que devo me preocupar com isso agora?

Pelo fato de evitar desgastes que irão prejudicar o andamento da banda. Por não perder mais membros que agregam muito musicalmente, mas tem um gênio complicado. Por manter projetos que são inovadores no início, e acabam moldando-se e perdendo a essência com o passar dos anos.

Por que aquela ideia que tive de inicio não foi mantida? Será que era ruim mesmo? Será que por discordância de gostos, ou apenas por falta de diálogo? Um exemplo disso seria sugerir agora na sua banda uma coisa realmente criativa, mas que impactasse os outros de tal forma a separar os grupos de opiniões.

Lembra-se do acúmulo de desgastes?

As respostas virão com base em um histórico e colocações de que seu estilo tende a esse lado, que você está sendo egoísta e que não pensa no conjunto, que esse não foi o acordo inicial, que essa não é a proposta da banda, que isso jamais irá tocar numa rádio, entre outras comparações.

O grande perigo é isso tornar-se pessoal. É aí que gostaria de chegar. Envolver família, trabalhos externos, namoradas, disponibilidade de tempo, cobranças de gastos desnivelados, de a responsabilidade ser maior pra uns do que outros, de levar tudo nas costas.

Fato é que quando pulamos lá atrás a conversa sobre o relacionamento, isso não seria visto agora como uma lavagem de roupa suja, mas sim como uma continuação do que foi proposto no começo.

Ah, mas as ideias mudam o todo tempo, óbvio que isso conta também. Porém, o que muda com essa conversa e essa preocupação inicial, se eu tive essa ideia agora?

Quando realmente resolvemos parar e conversar dentro da banda, deixamos para trás o conjunto de interpretações errôneas, e de acrescentar nos comentários de cada um, coisas de nossa própria cabeça.

9 Dicas de Como Evitar Desgastes Na Sua Banda
Converse…

Às vezes aquele comentário que lhe pareceu maldoso, não tinha o mesmo sentido para quem falou e nem a mesma intenção. Isso acontece porque não conhecemos tudo sobre as pessoas. 

Aqui estão algumas dicas para melhorar os conflitos do dia-a-dia.

1 – Seja cordial com todos os colegas. Mas evite conversas muito pessoais. A vida pessoal de cada um deve ficar fora do âmbito da banda. Quanto mais se sabe sobre a vida pessoal de alguém, mais intimidade se adquire. Consequentemente, a intromissão em campos não profissionais.

2 – Escute o que o outro tem a dizer, mas quando for algo que pode gerar um conflito, não leve para o lado pessoal. Aborde a questão em uma reunião. As coisas devem ser tratadas de modo profissional. Isto ajuda a se distanciar das discussões entre duas pessoas.

3 – Seja sorridente e amável. Tente não levar seus problemas pessoais para a banda. Mas, caso não esteja bem consigo mesmo, lembre-se de tratar os outros com educação.

4 – Evite apontar o que o colega deixou de fazer. Ocupe-se com sua tarefa. Cada um é responsável pela sua atividade e responde pelo que faz.

5 – Caso precise se defender de alguma acusação, seja firme nas palavras. Não perca a paciência, controle a ira e construa argumentos para sua defesa. Caso você tenha cometido o erro, diga a verdade e comprometa-se a corrigir a falha. Não é vergonha errar, mas é falta de ética e de profissionalismo mentir ou jogar a culpa em outras pessoas.

6 – Procure ser cordial com todos, mas se afaste dos colegas escandalosos, que fazem da raiva, da ira ou do mau humor uma ferramenta para prejudicar as relações humanas na banda.

7 – Faça o melhor que puder na sua função. Mas ajude algum colega que pedir sua ajuda. Caso não peça sua ajuda, pergunte primeiro se ele deseja ser ajudado. Às vezes queremos ajudar, mas o outro não deseja ser ajudado.

8 – Veja em cada colega um colaborador. Cada um tem suas dificuldades e suas potencialidades. Mas, procure ver o lado bom que cada um apresenta. Se virmos apenas o lado difícil das pessoas, a convivência fica insuportável.

9 – Evite brincadeiras que podem ofender. Ser alegre não quer dizer que tenha que ser brincalhão o tempo inteiro. Este tipo de pessoa não é agradável e pode deixar os outros pouco à vontade diante de alguém que brinca demais.

Se cada pessoa olhar mais para seu trabalho, construir a amizade fraterna e resolver conflitos em reuniões adequadas, o convívio será bem melhor.

 
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