Analógico, Digital ou Simulador: E Agora, Uso O Que?

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Analógico, Digital ou Simuladores… E agora, uso o que??

Ta aí um assunto confuso ao se viver de música. Que rende muita conversa e pouco entendimento, tenho usado em gravações aqui no Estúdio Aero Diesel, os 3 tipos de equipamentos, embora priorizemos o analógico.

E vou falar de nossa experiência na prática.
Mas lembre-se: em música não existe verdade absoluta. E pra fazer seu som acontecer qualquer tentativa é válida.

Mas no que essas tecnologias são diferentes?

Bom, vamos tentar ser sucintos para não confundir. Pois o assunto é complexo e requer conhecimentos de física elétrica, eletrônica e acústica… é… aquelas que você aprendeu (ou não) no colégio.

Então vamos falar um pouco de cada uma, teoria e seu uso na prática!

Som Analógico

Bom, que a música foi inventada antes do computador você já sabe né?? Afinal, você adora “clássicos do rock”. Todo mundo gosta!

Antes da energia elétrica, som só rolava ao vivo. E se você queria curtir um som, ou ia à uma audição ou contratava alguém pra tocar. Só tinha som acústico (literalmente).

Com a chegada da energia elétrica, alguém descobriu que ondas sonoras, aquelas vibrações do ar, poderiam ser convertidas em impulsos eletromagnéticos através de microfones e depois captadores elétricos.

Não vou entrar em detalhes de como isso acontece, mas é um fenômeno simples e fácil de aprender com o Google, o pai dos burros do século 21 (antes o pai dos burros era o dicionário, hehe).

Som Analógico e Digital
O som analógico nada mais é que essa simples operação e se divide em dois ramos do imaginário musical moderno:

Valvulados e Transistorizados

Antes de inventarem os pequeninos e práticos transistores. Os sistemas de som e vídeo eram basicamente valvulados. Portanto é uma tecnologia mais antiga. Mais uma vez, não vou me alongar no assunto pois não sou especialista. Falemos então um pouco de cada um e seu uso na prática em sua música.

Valvulados

Os equipamentos valvulados apresentam um som mais “quente” e “cremoso”, resultado de sua tendência a acentuar os médios e médio-agudos. Traz aquele ar vintage de gravação antiga.

E na medida que as válvulas vão esquentando, mais detalhes da captação aparecem e mais drive produz o equipamento. Um drive típico de válvulas, muito cobiçado por guitarristas de blues, country e rock.

Drive na prática nada mais é que, excesso de sinal elétrico e esse excesso nas válvulas traz uma distorção rica e com pouca sujeira harmônica…ou seja, é um tesão!!!

Mas então, valvulado é melhor? Depende. Equipamentos valvulados são caros, mais sujeitos a ruídos de campos magnéticos externos, como sinal de rádios, motores elétricos, lâmpadas eletrônicas, entre outros, presentes em estúdios e palcos.

Analógico ou Digital? Amp valvulado
Outro problema é que a manutenção dos equipamentos valvulados é cara e complicada. E seu transporte requer muitos cuidados.

Ou seja, valvulado é legal mas é pepino! Na minha opinião nem sempre é a melhor opção para artistas iniciantes.

Transistorizados

Os transistores vieram na década de 80 para substituir as ruidosas e complicadas válvulas. E fizeram o serviço. Surgiu toda uma geração de “solid state” de qualidade.

Equipamentos mais leves, de manutenção barata e som limpo, descomplicado.

Essa pequena revolução rapidamente caiu no gosto de muitos músicos e produtores. E permanece até hoje presente em palcos e gravações.

Os equipamentos ‘solid state‘ de qualidade (falar de coisa ruim é perda de tempo) tem um som limpo, silencioso e definido, fácil de equalizar e controlar.

O ponto fraco dos transistorizados é a distorção via drive. Mais “ardida” e curta, sem o calor dos valvulados. Além do som geral um pouco mais ‘comportado’. Agora seu canal limpo vai muito bem em musica que pede mais controle.

Portanto, se sua praia não é excessos e distorções talvez seja uma boa idéia usar um bom transistorizado. São geralmente mais baratos, descomplicados, bons companheiros no dia a dia em bares, ensaios e pequenos palcos.

Resumindo: veja o que seu estilo musical, bolso e rotina pedem e faça sua escolha.

Ah, existem equipamentos híbridos com pré amplificadores valvulados e amplificadores transistorizados no mesmo combo, uma solução salomônica.

Som Digital

Cuidado! Ao ler esse post, talvez ele já esteja DESATUALIZADO, hahahahaha. Sim, porque a tecnologia digital muda a cada hora e se aperfeiçoa constantemente.

Mas o que é mesmo som digital???

Bom, pra ser simplório, mas verdadeiro, o som deixa de ser analógico e vira digital quando deixa de ser uma onda magnética e é convertido em bit, para ser calculado por um processador ou coisa parecida.

Ou seja, vira um logaritmo. A qualidade dessa conversão é fundamental.

O primeiro digital que tive foi um ZOOM no início dos 90. E quando liguei aquela caixinha levinha comprada por uma pequena fortuna, de segunda mão, meu queixo caiu!

Overdrive, afinador, reverb, chorus, flanger, delay, pitch. Juntos e misturados. Tudo em segundos estava em meu poder! Huahuahuahuahua!!!!!!

Fiquei louco! Era só colocar um fone e podia estourar os ouvidos sem vizinho pra reclamar. Podia ligar um auxiliar e acompanhar meus artistas preferidos. Era o paraíso!

Porém, com o tempo essa perfeição foi cansando. Porque, afinal, era sempre o mesmo som.

Hoje Melhorou…

Hoje existem recursos digitais fantásticos e muitos artistas nem usam mais amplificadores reais, só racks digitais, direto nas PA’s.

Os mais usados são compressores, delays e reverbs. Mas tudo soa muito bem e muuuuuuito real.
Mas então, digital é a solução? Não sei. Para mim, o digital soa um pouco ‘achatado’, irreal e tira o calor da execução em algumas regulagens. Tem que testar e estudar seu digital.

Efeitos digitais nada mais são que cálculos matemáticos. E na minha humilde opinião, devem ser usados com sabedoria. Nada de usar presets em excesso ou seu som vai virar um ‘arroz de festa’. Todo mundo já conhece.

E sempre lembre de captá-lo com bons microfones e prés. Som digital em linha corre o risco de ficar bem pobre.
“Ah, mas o cara daquela banda famosa usa em linha até ao vivo!” Pois é, ele com seus 2 ou 3 engenheiros de som e seus racks cinematográficos. Não se iluda.

Cuidado com gravações direto em mesas digitais. O som é achatado na entrada e depois podem faltar boas frequências para mixar com uso de plugins. Aqui no Estúdio Aero Diesel captamos o máximo possível com equipamentos analógicos, para depois converter.

Enfim, os Simuladores

Bom, simuladores são processos digitais. Então vale tudo que falei acima. A diferença é que todo o processo ocorre dentro de um computador ou coisa do gênero. E são oferecidos não só efeitos, mas amplificadores e instrumentos completos, como pianos e baterias. A lista é bem longa.

Então, acreditar que a simulação de uma caixa com 8 alto-falantes de 10″ ou uma gravina de piano com 2 ou 3 microfones simultâneos, vai soar igual ao ‘real world‘ é sonho. Mas que fica parecido fica, principalmente teclados.

Estou gravando um álbum da minha banda, e tenho usado as vezes um Fender Mustang, que simula combos da Fender e alguns efeitos de pedal e rack.

Estou curtindo bastante. Mas nada substitui o som analógico de válvulas e alto falantes reais. Então compenso com captação em prés, compressores e mics valvulados pra dar mais calor.

É simples. Se você simula um equipamento com 4 alto-falantes de 12″ em um digital de 1″ ou nenhum alto-falante, lógico que vai haver perda de timbre. E seu resultado final vai ser mais pobre.

Onde usar Simuladores?

Simuladores de bateria são uma opção contra bateristas ‘criativos’ e suas viradas fora de hora (hahahahahah, brincadeira…). Mas uma bateria real é muito legal e sempre que puder grave. Embora muito disco que você curte seja produzido com bateras ‘fake‘.

Principalmente de metal e pop.

Então, já ficou claro onde os simuladores levam vantagem?

Quando seu orçamento não permite contratar um piano de cauda. Um baixo de pau, um coral, uma boa percussão, simuladores são uma mão na roda.

Para ter mais controle numa gravina de bateria ou baixo. Ou pra agilizar o processo, as vezes também funciona, principalmente se criatividade não é sua prioridade, e sim impacto e prazo.

E pra enriquecer aquela sua guitarra que ficou meio morta na captação funciona também… mas como faz isso é segredo, hehe.

Bem, mais uma vez espero ter ajudado um pouco. E você, qual prefere? Analógico, digital ou simulador? Aquele abraço!

 
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