Haters: Cuidado ao Amar Quem Te Odeia

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Haters! Ah, os haters! O que seria da internet sem eles? Provavelmente, você também é um, de seja lá o que for, mesmo que não confesse. E sinceramente, isso não tem problema nenhum.

Talvez você não goste da Kéfera, ou do Metallica, ou quem sabe do MC Biel (alguém gosta do Biel?). Mas o motivo de estar aqui escrevendo sobre haters é por conta de uma máxima muito perigosa que tenho encontrado nas bandas e artistas.

Recentemente, iniciamos nosso grupo exclusivo do Whatsapp, que já conta com centenas de profissionais da nossa Biosfera Musical. Gente de todo o Brasil e de todos os gêneros. Produtores, músicos, empresários, assessores de imprensa e muito mais.

Todos interagindo e se respeitando. Aprendendo uns com os outros. O empenho do dia-a-dia em transformar a musichub em algo maior e melhor não permite que eu fique ali de olho o dia todo, mas volta e meia eu dou uma olhadinha.

O grupo no Whatsapp não é uma ideia nova. Foi retirada da boa prática de músicos que já estavam fazendo isso de maneira muito eficiente. Se ajudando, compartilhando experiências e aprendizados.

E foi num desses grupos que encontrei a máxima. Aquela que você conhece, pois já ouviu ou já bradou: “Meu primeiro hater!” – e o pior: “Se tem hater é porque tá bom o negócio!”

Oi?

Sério mesmo?

Não confunda hater com gente sincera

O indivíduo postou o print do comentário no grupo. Eu fiquei curioso porque a pessoas que escreveu o comentário negativo pegou um pouco pesado mas deu um feedback específico. Segura essas palavras: feedback específico.

Eu fui conferir o tal clipe. E honestamente, me deu vontade de comentar embaixo do que o “hater” havia deixado: #sóliverdades.

Amigão, deixa eu te falar uma coisa: pare de achar que você é bom demais para ser criticado. O ego não vai te levar a nenhum lugar. O seu trono de poeira vai sumir em um sopro.

Nesse caso específico, o tal “hater” simplesmente expôs a falha técnica evidente que qualquer um que conhece um pouco de música percebe. Contudo, eu sei bem como é o lado lúdico e apaixonado de quem fez a música.

Você dá o máximo de si, eu sei disso. Eu passei por isso. Aquilo que veio ao público é o melhor que você sabe fazer. Mas, não significa que seja bom.

É importante que você que está lendo isso agora reflita um pouco. Você nunca vai ser bom o suficiente. Seja lá o que for que você faça, sempre pode melhorar. Ter isso em mente vai moldar uma mentalidade de sucesso em você. E isso é o que faz um grande artista.

Os maiores artistas que você conhece são os que não sucumbiram ao ego. Kirk Hammet, quando foi convidado para tocar no Metallica, sabia do que se tratava tocar em uma banda dessas. E buscou aprimorar ainda mais sua técnica com Joe Satriani.

Ter a humildade de reconhecer que precisava melhorar e que sempre é possível melhorar fez de Kirk um guitarrista lendário.

Como diferenciar o hater da pessoa sincera

Lembra das palavras que pedi para segurar? Isso mesmo: feedback específico.

Um hater está na internet para simplesmente espalhar o ódio retraído de outro domínio da vida que ele não consegue lidar.

E para isso, o hater inventa histórias. O hater se ilude. O hater não enxerga o óbvio. O hater tem inveja, é egoísta e não consegue se sentir bem com o progresso alheio. No caso da música, a mais perfeita produção para ele não será suficiente. Ele odeia e pronto.

Principalmente, o hater é raso em argumentos. Geralmente porque não entende do assunto profundamente ou porque não tem de onde sustentar seu ódio. Ele odeia por odiar.

Isso é diferente de um feedback específico e sincero sobre o seu trabalho. Um feedback específico vai direto ao ponto. Ele mostra detalhes e compara com o que realmente tem valor. O feedback específico é exatamente o oposto ao hater. Ele quer o seu bem.

Quem fornece um feedback específico demorou muito tempo para expressar aquilo. Porque ele não quer magoar. O contrário. Ele espera que sua pontuação seja algo relevante para que você surpreenda na contrapartida.

Portanto, preste atenção nisso antes de falar que todo mundo que não gostou do seu trabalho é hater.

Você não vai agradar todo mundo. Isso é insano. E além do mais, quase impossível. Entender isso vai te colocar muitos passos a frente na busca por viver de música. E vai te fazer enxergar o todo com outros olhos.

O que fazer com o feedback específico?

Agradeça. Reflita e seja duro consigo mesmo. Busque entender se existem outros feedbacks semelhantes. Defina um plano de ação para matar essa objeção do público. A pessoa que forneceu o feedback específico vai sempre estar de olho.

E se ela perceber que você prestou atenção ao feedback, melhorando o ponto falho, pode ter certeza que ganhou um dos fãs mais fiéis.

63% das pessoas que re-compram na internet são pessoas que tiveram problemas com a empresa.

Veja que dado interessante. As pessoas têm problemas com algumas experiências. Você e eu temos. Mas estamos dispostos a conversar. Cabe a marca ou empresa se posicionar de maneira eficiente ao resolver o nosso problema. E tá tudo certo.

Você e sua banda, enquanto marca e empresa, deve fazer o mesmo. Você deve solucionar o problema dos seus clientes. É isso que uma empresa faz. Ela soluciona problemas.

As que melhor resolvem problemas, são as que mais progridem. Concorda?

Cuidado ao amar os haters

Tem gente que parece amar os haters. Como se fossem necessários para alguma comprovação de status: “Tenho haters = estou progredindo”.

Muito cautela ao seguir essa linha de pensamento. De fato, ao começar a atingir uma massa maior de pessoas, naturalmente vai encontrar aqueles que não se agradaram. Isso é um processo natural de filtro. Você vai se moldando, como a água se molda aos contornos do rio.

Porém, pensar que ter haters é algo bom, pode levá-lo a persegui-los, fazendo mais e mais daquilo que não agradou. Criando uma espécie de guerra entre você e pessoas que você não deveria se importar.

Elas não gostam de você, e tá tudo bem! Bola pra frente.

Eu quero que a lição do dia seja essa, e que me ajude a compartilhar ela por aí: não confunda hater com gente sincera.

Mostre isso para os grupos que frequenta, para as outras bandas, para as redes sociais. Assim vai estar ajudando a construir uma Biosfera Musical que só evolui e não anda para trás.

 
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