Minha musica não toca nas rádios, sou vítima de uma conspiração?

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Minha musica não toca nas rádios. Sou vítima de uma conspiração? Tentamos desvendar esse mistério!

NÃO RECLAME DAS RÁDIOS, ENTENDA!

É comum ouvir queixas de artistas que enviaram material para veículos de mídia e não os viram publicados ou não tocam nas rádios.

E nesses tempos de redes sociais surgem teorias conspiratórias diversas, coisas como:

  • “É um processo pra emburrecer o povo!”
  • “Tem que fazer parte da patota!”
  • Entre outros.

Bom, sinceramente, se você está entre os reclamantes, acho que você pode até ter arrumado confusão com umas rádios aqui e um blog ali por falta de cuidado em suas declarações ou atitudes sociais, mas com TODAS É POUCO PROVÁVEL.

Então nos sobra a parte técnica. E é disso que eu quero falar.

O que querem os veículos de mídia e as rádios?

Primeiro, é importante o artista entender um pouco sobre veículos de mídia. Ou seja: rádios, televisão, portais, blogs, jornais, revistas etc.

Como qualquer empresa elas visam lucro em sua grande maioria e sua receita vem da venda de espaços de divulgação, sejam anúncios, programas ou entrevistas.

Então se você não tem público é pouco provável que interesse a eles divulgar seu trabalho simplesmente para vamos dizer… “engrandecer a cultura”.

Segundo, que pedir para publicar algo na mídia é um caminho muito óbvio.

E os diretores responsáveis pela programação recebem enxurradas de material, muitas vezes nem tem tempo para ver/ouvir tudo. Então, sem um diferencial você é mais uma voz na multidão.

Resumindo, a mídia costuma ser um meio, e não um começo!

Costumo manter conversas com vários responsáveis por programação aqui e lá fora e as queixas se repetem, queremos novidades, mas os artistas não ajudam!

Querem saber as principais queixas? Vamos lá!

Produção: fraca ou fora de Broadcast

Lógico que na hora de produzir você escolheu um bom estúdio com um preço pagável, agora é gravar suas ideias e pronto, alguém vai te descobrir e tudo vai acontecer, certo?? Errado.

Hoje o processo de divulgação depende muito mais de seu trabalho, os anos 70 e o sonho de virar uma celebridade musical com recursos de terceiros se foram.

Então ajude, se você grava sem uma boa produção, sem experiência técnica e sem critério musical suas chances são bem pequenas.

O que soa genial para você pode soar como nada comercial ou amador para a mídia.

Além disso, existem lá equipamentos que pedem certa qualidade do original para gerar homogeneidade.

Com certeza sua gravação ao vivo, mesmo captada em estúdio, ou sua produção feita por alguém sem conhecimentos sobre mixagem para broadcast tem pouca chance.

“Ah, mas eu vi na televisão o Green Day gravando ao vivo no Abbey Road!”

Pois é… Green Day, Abbey Road

Como tocar nas rádios?
Fonte: Abbey Road

Voz: desafinada ou arranjos vocais errados

Olhe, nem em churrasco alguém gosta de voz desafinada na hora da cantoria, imagine isso em uma rádio ou TV.
É inacreditável como os músicos se preocupam com seu instrumento, em treinar escalas rápido, figurinos, fotos, em ler bibliografias de artistas bem sucedidos.
Mas, acham que qualquer vocal meia boca vai vingar, é muito comum essa negligência acontecer.
A voz é a ….. voz da banda! E não tem como esconder a dita em uma boa produção.
Não confie em afinadores digitais tipo Melodyne, eles ajudam mas se fossem realmente efetivos a Xuxa era afinada, pois não lhe faltam recursos.
Só conheço um jeito de melhorar isso, estudando técnicas de canto com um bom professor
e se nem isso resolver troque de vocal… ou de banda.
Sobre os backings, tem que ser muito bem preparados e exaustivamente treinados, o efeito
quando bem aplicado é lindo, os Beatles que o digam.
O Tal do Mainstream
Mainstream. O pesadelo das bandas underground, aquele som que anda fazendo sucesso e
as vezes irrita quem não faz.
Hoje é o Sertanejo Universitário e em certas regiões o Funk, o Hip Hop e o Arrocha (o Brasil é grande). Mas já foi o Axé, o Pop Rock nacional, o Modão Sofrência, o Pagode, o Samba, a MPB, a Bossa Nova, o Bolero e por aí vai.
Se seu objetivo é ser underground e não dever nada pra ninguém respeito muito que você faz. É puro amor pela música e existe muuuuuuita coisa boa ‘Indie’ rolando pelo mundo.
Agora se o artista QUER FAZER SUCESSO EM GRANDE ESCALA, vai ter que falar a linguagem popular. É o “povão” que movimenta as maiores mídias comercialmente e gera renda.
Tocar para nichos pode ser uma experiência musical maravilhosa. Mas a grana está no mainstream. Então, se você quer atenção da mídia, tente se aproximar dele o máximo que o seu trabalho permita.
“Ah, mas eu toco rock!!” Tente fazer seu trabalho o mais acessível possível. No geral são
pessoas leigas que vão comprá-lo, não músicos.

O Papel do Produtor Artístico

Tive a oportunidade de trabalhar com Lonnie Ratliff, o cara que descobriu o Garth Brooks, o Furacão de Oklahoma, um dos artistas mais bem pagos do mundo.

Se ele não tivesse no começo da carreira procurado um bom produtor talvez nem existisse essa lenda do Country.

Sucessos como Michel Jackson, Shania Twain entre muitos outros foram alavancados por bons produtores.

Você conhece o formato AABABCB ou ABABCBB?? Não? Um bom produtor artístico conhece e vai fazer sua canção ficar mais próxima daquilo que a mídia pede.

Ah, fica a dica, músicas com mais de 3,5 minutos atrapalham as formação da grade de programação das rádios. E isso, para um iniciante, é ruim. Solos intermináveis e repetições excessivas de refrão também não são recomendáveis.

No mais tenha uma certeza: falar mal do gênero musical dos outros soa desagradável ao público em geral.

Respeitar o sucesso dos outros vai ajudá-lo a achar o seu lugar nesse mundo tão competitivo. Na música ninguém se estabelece por acaso.

 
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