Além dos Palcos: O Segundo Ofício de Grandes Músicos Brasileiros

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“Saber gerir o que você faz como se fosse uma empresa, expertise em marketing, tudo isso conta. Ao mesmo tempo eu entendo bandas que correm atrás durante dez ou 15 anos e não conseguem viver disso. Ontem eu peguei um Uber com um cara que tocou 15 anos com o Jorge Ben Jor, ele disse que não soube administrar a parada como um todo, e hoje é decepcionado com a carreira de artista”.

A profissão de músico é uma das mais difíceis que existe. Principalmente no Brasil. Viver desta arte requer, além de talento e gestão, muita persistência e resiliência para encarar as dificuldades que praticamente todos eles enfrentam.

O jornalista musical Vinícius Franco, do blog Francamente, realizou uma pesquisa e conversou de perto com uma galera que movimenta o rock por vários cantos do país. E adivinhe só: as coisas não são diferentes do que você talvez esteja vivendo neste momento.

“Procurei quem movimenta a cena rock de outros cantos do país. Grandes músicos de Sergipe, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro cederam depoimento. Estamos falando de membros de bandas que você com certeza já ouviu, como Pitty, Tianastácia, Zander, The Baggios, Tópaz. Eu, pelo menos, sou fã de todas.”

Conversei com o Vinícius e ele achou interessante que eu compartilhasse esta matéria com você, leitor do nosso blog. Conhecer as dificuldades que muitos músicos passam é fundamental para você entender e até mesmo se preparar.

Eu vou publicar aqui a primeira parte do conteúdo do Vinícius e se você quiser ler o conteúdo completo, é só clicar aqui e acessar a matéria completa.

A Matéria

“Ontem eu peguei um Uber com um cara que tocou 15 anos com o Jorge Ben Jor, ele disse que não soube administrar a parada como um todo, e hoje é decepcionado com a carreira de artista”. O depoimento é de Alexandre Nickel, baixista da Tópaz, que além da banda, trabalha em outras duas empresas, com marketing digital e produção audiovisual.

Não é novidade para ninguém que o cenário musical, principalmente o brasileiro, é uma caixinha de surpresas, e que algumas delas não são tão boas. Em janeiro de 2015 escrevi sobre o segundo trampo de membros de grandes bandas nacionais — mas com foco na cena underground de SP. Foi um estardalhaço. Muitos não imaginavam que o Rodrigo Lima (Dead Fish), por exemplo, trabalhava num escritório de advocacia, das 9h às 17h, diariamente. Ou que o Zumbilly, batera do Zumbis do Espaço, se desdobra entre a estrada e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Se você não leu essa matéria, take it easy kid, continue por aqui mesmo.

Desta vez, resolvi transcender as barreiras de SP e falei com uma galera que movimenta o rock por outros cantos do país. E adivinhe: as coisas não são diferentes. Seja no Sergipe, no Rio, em Minas Gerais ou no Rio Grande do Sul, os objetivos são sempre os mesmos, só mudam os corres e os personagens. Venha entender do que estou falando…

Que a Tópaz é uma das principais representantes sulistas do rock, todo mundo sabe. Fora dela, Alexandre Nickel é proprietário do Império Girafa, uma empresa de marketing digital focada em economia criativa. A empresa atende alguns artistas como Sandy e Chimarruts. Formado em cinema, Nickel também é produtor audiovisual, e dessa forma administra a Swickel — que é especializada em planejamento, criação e disseminação de conteúdo online.

Sem essas duas ocupações em seu dia a dia, conseguiria viver só da banda? Perguntei. Sim, ele responde, mas com algumas condições. Rolaria com uma agenda de shows frenética, além de ações de merchandising e publicidade. Nickel mesmo afirma: é muito HARD para isso acontecer, entretanto, seria possível. Tanto é que o fez durante muito tempo, antes da criação de suas empresas. “Como a Tópaz iniciou um hiato devido ao acidente do Cris [Möller], e em paralelo sempre tive isso como reforço de renda, resolvi levar essas funções um pouco mais a sério agora, até para ter mais segurança de vida mesmo”, conta.

Nickel detalha que, alguns dias antes do acidente do Cris, a banda havia LOTADO o Bar Opinião, e que ainda restavam umas 15 datas para cumprir em turnê; Após um ano e meio de hiato, rolou uma intensa procura de contratantes, mas o grupo [então com Toledo como vocalista], decidiu se conter. Uma porque o Toledo também toca na Supercombo, que excursiona o país em turnê do novo álbum, Rogério. Duas porque a Tópaz aproveita a pausa para preparar um disco com mais calma. Fato é que, “por conta de tudo isso, se financeiramente eu dependesse somente da banda, HOJE eu estaria fudido”. (É importante salientar que o Cris continua se recuperando, e bem ❤)

Em meio a todo esse rolê, é comum ver bandas desistindo. A essas, Nickel aconselha de forma pragmática: “se tu gosta de fazer música, você pode tocar por uma vida inteira, independente de retorno financeiro”. Em sua visão, a arte propriamente dita representa 30% de produto e carreira, que por sua vez resultam em receita; já os outros 70% estão no ‘saber administrar tudo’. “Saber gerir o que você faz como se fosse uma empresa, expertise em marketing, tudo isso conta. Ao mesmo tempo eu entendo bandas que correm atrás durante dez ou 15 anos e não conseguem viver disso. Ontem eu peguei um Uber com um cara que tocou 15 anos com o Jorge Ben Jor, ele disse que não soube administrar a parada como um todo, e hoje é decepcionado com a carreira de artista”.

Esta gostando desta matéria do Vinícius Franco? É só clicar aqui e acessar a matéria dele completa. Aproveite para deixar seu comentário e conheça mais sobre esse importante trabalho de jornalismo musical que ele promove curtindo a página da Francamente no Facebook.

 
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